Blog da Manu

Ultra Trail Mont Fuji 2014

Em 2013, quando vim ao Japão pela primeira vez fazer a STY, tive a certeza de que queria voltar. Tive uma experiência maravilhosa, não só com o lugar, povo e cultura, como no percurso de 84km nas montanhas de Yamanashi. Em 2014 comecei a agitar as coisas com antecedencia para viabilizar a minha vinda, e isso não foi uma missão fácil. Muitas coisas envolvem uma corrida de 168km, principalmente se ela acontece do outro lado do mundo. Mas no fim acabou dando certo e eu embarquei mais uma vez rumo ao Japão, desta vez para correr a volta completa em torno do Monte Fuji.

O nível competitivo neste ano estava muito elevado e a prova ganhou uma enorme importância no calendário mundial. Eu acho isso muito bom porque é sempre uma oportunidade de estar com esses atletas, aprendendo muito e fazendo com que eu eleve o meu nível também. A prova entrou para o circuito Ultra Trail World Series e eu queria carimbar minha participação neste circuito.

Cheguei com bastante antecedência. A viagem é longa e cansativa e ao chegar ao Japão é necessário trocar a noite pelo dia. São pelo menos 4 dias dormindo mal até entrar no fuso horário, fora o desgaste de pegar dois voos, sendo um de 14 horas e outro de 10 horas.

Os dias antes da largada tive tempo para me adaptar à vida no Japão, não só na rotina como na alimentação. Testei algumas roupas e equipamentos que pensava em usar na competição, e ainda tive tempo para fazer turismo, visitando templos, museus, experimentando comidas e fazendo amizades. Ainda tive a sorte de ver as cerejeiras floridas, coisa que só acontece uma vez ao ano e dura até no máximo duas semanas. Foram dias incríveis.

A temperatura estava bastante baixa na semana da prova. Durante o dia chegava a fazer 3 graus e à noite caía bastante. Eu pensava no problema que seria encarar o percurso com chuva e um frio tão absurdo mas tentava desviar meu pensamento e imaginar um dia bonito e ensolarado. Minhas preces foram atendidas, pois no dia da largada acordamos com uma temperadtura muito boa de 15 graus.

A largada foi às 15:00 e o número de corredores foi bastante alto. Largamos na beira do Lago Kawaguchi e saímos em direção ao templo das árvores gigantes, onde iniciamos nossa primeira subida. Eu estava tranquila e não estava nervosa, pois sempre que encaro uma prova longa consigo me manter muito calma. Sei que são muitos quilômetros e por isso é possível sair devagar, aquecendo e acordando o corpo aos poucos.

Na primeira subida consegui colocar um ritmo bom e me sentia bem. Apesar de não estar preocupada com colocação, me animava pelo fato de estar subindo com a Nerea Martinez, grande atleta que admiro muito. Essa primeira subida era toda de estradão e foi bom para que a prova disperçasse um pouco. Ao chegar no topo veio a descida e a Nerea foi embora. Eu ia tranquila e lembrava das palavras do Kaburaki San, que nos aconselhou não nos empolgarmos demais nas descidas pois precisaríamos muito dos quadriceps na segunda metade da prova.

Entramos numa trilha bem gostosa e aí veio aquela momento nostalgia. Rebobinei a fita da prova do ano passado e comecei a lembrar dos lugares. Ah, que delicia aquele chão macio. No Japão o chão é muito macio! Estávamos fazendo o percurso do STY ao contrário. Pegamos uma descida bastante longa até o A1 e fui ultrapassada por uma mulher que descia voando. Chegando no A1 peguei isotônico e banana e saí rumo à próxima subida.

Busquei a mulher que me passou na descida e começamos a conversar. O nome dela era Shona, australiana, que depois da competição vim saber que ela havia sido a camepã em Tarawera. Ela me elogiou dizendo que eu era muito forte nas subidas, e eu a elogiei por ser tão rápida nas descidas. Ela me disse que esse era o seu “secret weapon”, ou arma secreta. Percebi que nos encontraríamos muitas vezes ao longo do percruso.

Minha previsão não foi errada. Sempre que nos ultrapassávamos, dávamos risadas. Se fosse na subida ela abria e me deixava passar. Se fosse na descida eu fazia o mesmo. Na última subida antes de chegar no A3 encontrei o Sinoca. Foi muito bom ter econtrado ele, pois seguimos juntos e conversando um pouco. Eu comentei que na descida a Shona deveria nos passar, mas ao contrario do que previ, isso não aconteceu.

Chegamos ao A3, que era o primeiro ponto encontrando nossa equipe de apoio. Nós estávamos com fome e eu sabia que isso era um ótimo sinal. Comi batata cozida e alguns biscoitos salgados, assim como enchi as caramanholas antes de seguir. Nesta transição a Shona nos passou e saí com o Sinoca rumo ao A4.

Apertei o passo e ultrapassei a Sonha mais uma vez. Já era noite e eu seguia reconhecendo o percurso. Eu sabia que havia alguém junto comigo, que eu pensava ser o Sinoca, mas quando comecei a chamar o nome dele vi que estava errada pois ele não me respondia. Ao chegar no A4 escutei a Satoko falando no telefone , perguntando se estava bem, e depois vim a saber que o Sinoca havia tido muitos problemas de estômago. Nesta transição do A4 a Shona me passou mais uma vez.

Segui rumo ao A5 e logo quando começou a subida passei a Shona mais uma vez. Subimos por um trecho de muita areia vulcânica e eu sabia que estávamos atingindo a base do Fuji. Apesar das subidas não serem inclinadas (no princípio), o terreno era bastante pesado. Fazia muito frio e eu sentia que o meu problema na vista começava a se manifestar. Meus óculos ficavam embaçando e por isso eu não conseguia ficar com ele posto o tempo todo. Eu botava colírio, mas já tinha dificuldades para enxergar. Quando cheguei no A5 botei casaco, luvas e limpei o rosto, colocando mais colirio, e saí.

Ao descer via as pessoas subindo, mas não conseguia identificar ninguém e descia com cuidado. Foi aí que a minha lanterna começou a piscar. Com a temperatura muito baixa a bateria acabou com uma velocidade muito maior. Por sorte havia um carro parado e aproveitei o farol para fazer a troca de pilha e aí a Maria (corredora francesa) me passou.

Pegamos um trecho de asfalto e eu aproveitava para economizar minha luz, que poderia fazer falta mais na frente. Eu sabia que esse trecho era o trecho mais curto entre os abastecimentos, sendo um total de apenas 5.9km. Cheguei ao A6, comi, abasteci e saí de novo.

Depois disso veio um trecho bem técnico. Parecia um rio seco, com pedras grandes, alternado com trilhas em sobe e desce. Eu enxergava muito mal e isso prejudicava muito a minha progreção. Eu procurava não me abalar com isso e seguia da maneira que podia. Botava o óculos, tirava, botava colirio e ia administrando a dificuldade. Assim cheguei ao A7, local onde eu encontraria minha equipe de apoio, e onde estavam os drop bags.

Limpei meu rosto mais uma vez e abasteci minha mochila com muita comida e hidratação. Eu teria que fazer um trecho de 30km sem apoio e sabia que apesar de pegar muita descida, ainda sim seria longo. Quando saí do A7 vi a Shona chegando. Falei com ela e essa foi a última vez que eu a vi na corrida.

Segui junto com um corredor mexicano e ele me chamava para ir com ele. Ele estava em ritmo bastante bom e eu tentava ficar junto. Era um trecho de estradão com muito cascalho. Eu só pensava na sorte que estava tendo de encarar um trecho de estradão justo quando a minha visao estava pior. Com isso alcancei a Maria e a ultrapassei, mas um pouco depois disso tomei um tombo muito feio. Fui de joelho com tudo numa pedra e senti aquela dor de ir até a lua. Fiquei um tempo no chão e meu joelho sangrava. Levantei e fiquei andando um pouco até que eu me acostumasse com a dor para voltar a correr. Eu só rezava para que amanhecesse, pois ficaria mais fácil de enxergar. Caí algumas vezes até que isso acontecesse.

Quando cheguei ao A8, quilômetro 104, estava amanhecendo. Gastei um pouco mais de tempo nessa transição, comendo e tendo a certeza de que estava com a mochila lotada para encarar o próximo trecho. Ele era o mais duro de todo o percurso. Também fui checada com os materiais. A Maria estava na checagem e me perguntava se eu tinha os mapas. Ela enfatizou me perguntando se eu tinha os 14 mapas, e eu disse que sim, entregando eles ao fiscal. Feito isso saí e ela ficou.

Saí junto com um noruegês que havia morado no Brasil. Trocamos algumas palavras em português e um pouco depois começou a subida. No comecinho era suave, mas isso durou muito pouco. Pegamos um trecho em ziggue-zague, que começou a ficar muito pesado. Como não era permitido o uso de bastes, tudo ficava mais difícil. Eu seguia no ritmo que podia, porem procurava ser constante e não parar. Depois disso começamos a encarar as subidas íngremes de frente. Era muito duro. Toda vez que achava estar chegando ao fim, subia mais. Toda vez que parecia não haver mais para onde subir, subia mais. Quando olhava no meu gps via 1200/1300m, mas eu sabia que os tops tinham mais de 1500m de altura. Aquela serra parecia não ter fim. A Maria me passou em uma das descidas e foi embora. As descidas estavam doendo muito pois eu havia machucado meu joelho muitas vezes duarante a noite. Eu começava a ficar sem água e as subias não acabavam. Foi muito duro.

Quando começamos a descer de vez, nada aliviou. Era muito técnico, íngreme e perigoso. Eu torcia para não cair no lugar errado, pois uma bobeira poderia se tornar um problema seríssimo. Foi muito dolorido mas quando cheguei no final eu estava perto do A9, tão sonhado abastecimento.

Quando vi minha equipe comemorei como louca. Foi aí que vi uma enorme bandeira do Brasil e pessoas que gritavam meu nome. Era a família Onoda, com a Marie, Takaki e Thoro, pessoas maravilhosas que conhecemos na semana anterior à prova. Foi muito especial e me senti muito querida. Entrei no abastecimento contando como tinha sido difícil. Eu estava com muita fome e sede e me abasteci muito antes de sair. Eu estava prestes a encarar mais um duro trecho de montanha.

Saí sozinha e aos poucos fui encontrando outros corredores. Vi uma mulher, e quando a ultrapassei vi que era a Julia, da Salomon. Ela não parecia estar muito bem, pois andava em ritmo devagar. Depois de um pouco de tempo no plano entramos numa linda floresta e começamos a subir. Foi uma subida forte, porém menos dolorida pois ela girava em zigue-zague, subindo nas curvas de nível. Apesar de cansada, eu conseguia colocar um bom ritmo e me mantinha constante. No topo giramos para pegar uma outra montanha, essa muito linda também. Havia uma vegetação tipo um capim alto, muito diferente de todas anteriores na prova. Era possível visualizar as trilhas embaixo e era possível ver o topo.

A descida começou suave e divertida. Encontrei o camera man do ano passado e ele me perguntou se eu lembrava dele. Ele veio descendo comigo, me filmando, e eu curtindo o visual daquela floresta. Em alguns momentos me deparava com degraus feitos de tocos de madeira, que eram bastante doloridos de descer. No final de tudo encontrei mais uma vez a família Onoda, que me sinalizava que o A10 estava apenas a 3km daquele pronto, tudo por estarada de asfalto. O asfalto doía, mas com o incentivo deles cheguei rapidamente ao ponto de abastecimento.

Minha equipe de apoio me esperava com muito ânimo no A10. Eu estava com fome e sabia que estava apenas a 30km do final da prova, por isso estava cada vez mais animada. Cheguei com a intenção de comer um cup noodles mas enquanto esperava preparar comi um kit kat. Depois comi outro e depois comecei a comer uma barra de sneakers. Eu não entendia como o meu corpo aceitava comidas doces depois de passar a prova inteira me alimentando de gels. De qualquer forma esqueci do cup noodles e saí rumo ao A11. Me despedi da minha equipe de apoio pois eu só os veria na chegada.

Saí em direção a uma subida, que confesso ter sido uma surpresa para mim. Eu me confundi com a altimetria no mapa e jurava que pegaria um trecho plano, porém era um trecho de muitas subidas. Isso foi um jogo mental e tive que driblar essa dificuldade com muita sabdoria, pois meu corpo já estava cansado. Eu atingia um cume, descida e logo começava e subir de novo. Este trecho foi interminável para mim.

Foi aí que um corredor japonês me ultrapassou, me felicitando pelo pódio. Eu não entendia o que ele estava falando e ele repetia que eu estava no pódio. Foi aí que escutei com clareza, “you are the fifth woman.” Eu não acreditava! Aquilo simplesmente caiu como uma injeção de ânimo absurdo e eu vibrava com aquela notícia.

Quando desci da montanha, cheguei na parte plana que beirava o lago. Eu tinha mais 9km até chegar no ultimo abastecimento. Eu corria por uma trilha muito gostosa, que se alternava com pequenos trechos de asfalto. A trilha neste ponto era linda e eu aproveitava aquele solo tão macio tão caracterísitico dessa região. Depois veio um trecho maior de asfalto, que eu fui fazendo jogos mentais para driblar o cansaço, até chegar ao A11. Minha cabeça repetia “the last aid station” em loop, como um mantra, e ao chegar ali fui muito aplaudida. Eu saía rumo aos últimos 11km de prova.

Minha energia já estava toda focada na linha de chegada. Aqueles 168km foram compactados em 11km e era o que eu precisava supercar para terminar. Eu estava muito feliz, mas sabia que deveria seguir lutando.

Peguei a última subida e sabia que ela não era grande. Aliás, ela não era nada perto de tudo que havía passado, mas eu já estava com muitos quilômetros nas pernas e isso pesava. Eu já estava com a lanterna na cabeça a presenciei um lindo final de tarde. O sol parecia uma bola rosa e o Monte Fuji estava lindo a minha direita. São pequenos momentos impagáveis que vivemos numa corrida como essa.

Coloquei o ipod e comecei a escutar música. Foi a primeira vez que escutei música de verdade durante toda a corrida, porque anteriormente eu escutava as músicas na minha cabeça. Relaxei um pouco com o som e num certo momento resolve olhar para trás. Meu corpo inteiro gelou. Vi uma mulher se aproximando e não acreditei. Veio o filme do UTMB na minha cabeça, onde tive que disputar os últimos quilômetros, onde tive que arrancar uma força sobrenaural dentro de mim. Eu não queria viver aquilo tudo de novo. Meu corpo doía e eu queria tanto fechar a prova de maneira mais tranquila.

Eu desliguei o ipod imediatemente. Em seguida tomei toda minha água. Eu sabia que daquele ponto em diante teria que correr até a chegada, brigando por cada passo que tivesse que dar. Entrei na guerra. Comecei a correr mais forte. Acelerei tudo que podia naquelas descidas e enquanto isso ia pensando naquela situação. Pensava no pódio, que podia escapar por entre meus dedos por uma questão de segundos. Pensava o quato queria a quinta colocação e como poderia perde-la assim no final. Pensei que devia ter acelerado antes para não passar por isso no final. Pensava nas pessoas que estavam torcendo por mim e pensava que teria que lutar.

Foi aí que veio a surpresa. Um corredor japonês me ultrapassou e quando me dei conta ele era a “mulher” que eu tinha visto. Pela roupa, vi que era a mesma pessoa. Eu já estava cansada e um pouco delirando por não ter dormido, por isso na minha cabeça vi uma mulher quando na verdade era um homem. Senti um alívio inexplicável, mas senti que aquilo tinha sido uma lição. Segui descendo correndo em ritmo bom.

Quando cheguei no asfalto, vi o lago e apesar de não conseguir ver a chegada, tive a sensação de que estava acabando. Depois de um tempo correndo por ali escutei uma voz chamando meu nome. Era o Takaki. Eu estava muito próxima do fim. Fui abordada pela Marie Onoda, sua mulher, que corria ao meu lado, emocionada com tudo aquilo. O Takaki se juntou a nós e me dizia que faltava apenas 500m. Avistei o Yasuo, Satoko e toda minha equipe de apoio. Meu corpo estava todo arrepiado. Eu havia conseguido!

Cruzei a linha de chegada com um pulo e deixei sair um grito muito forte da minha garganta. Comemorei demais este feito. Percorri os 168km de prova em 28:21, cruzando a linha de chegada em quinto lugar, garantindo o meu lugar no pódio. Em seguida avistei o Naoki com a minha cerveja na mão e saí para abraçar todos os que estavam me acompanhando. Foi um momento muito especial e inesquecível. Eu não pensei que poderia chegar entre as 5 primeiras nessa prova tão difícil e de nível tão alto e só tenho a agradecer por tudo isso que vivi. Apesar de não ter sido nada fácil, tenho a certeza de que cada passo dessa jornada valeu a pena, e muito!

Gostaria de agradecer muita gente. Esse é um projeto que envolve tanta gente! Agradeço meu patrocínio The North Face, meus apoios D Vitamias, IBS Bikes, Recover You, Espaço Nirvana e Kofukan. Agradeço a equipe de profissionais que me acompanha, sendo meu treinador, fisioterapeuta, nutricionista, acupunturista, medico, e meus professores de pilates e yoga. Agradeço a torcida enorme que me acompanha e que nela estão meus amigos dos mais próximos aos mais distantes. Agradeço a minha família, que sempre está ao meu lado me dando suporte. Agradeço a família Goldwin pelo apoio durante a prova e na minha estadía no Japão. Agradeço a Família Onoda por todo o suporte antes, durante e depois da prova. Agradeço meu amigo e parceiro de equipe Marcelo Sinoca e minha amiga e parceira de equipe Fernanda Maciel pela companhia todos esses dias no Japão. Um agradecimento especial à Susana Matos e Francisco, que nos ajudaram a chegar no (e a voltar do) Japão. Agradeço saúde, proteção e essa luz especial em cima de mim, sempre me guaindo. Obrigada!

33 comentários para “Ultra Trail Mont Fuji 2014

  1. Muito linda e inspiradora esta sua descrição. Aprecio muito a sua forma de viver as provas valorizando as paisagens e as experiências vividas. Parabéns Manu, é uma campeã de corpo inteiro.

  2. Emocionate o seu relato de prova!!!
    Te acompanho muito…. torco mto por vc… treino com o Sinoca!!! E sempre falo de vc!!!
    Parabens por essa grande conquista!!
    Vc eh fera!!
    bjo
    Crisinha

  3. Manu, sensacional como sempre seu relato da prova! Esse vai virar minha leitura obrigatória, tal como um mantra, nessas duas semanas que antecedem minha estréia em ultras. Vc é realmente uma inspiração!! Depois daquele papo gostoso na ida ao Pico da Tijuca, das suas dicas tão preciosas e de mais esse relato, com certeza vc “estará junto comigo” nessa estréia! Bj! :D

    • Oi Robinson!

      Poxa, muito obrigada pelas palavras tão bacanas. Fico feliz em dobro quando vejo que consigo passar uma sensação boa e motivar as pessoas. Isso é realmente gratificante! Te desejo muita sorte e também estarei torcendo por você. Beijos!

  4. “Happyness is only real when shared”

    Manu,

    Só posso dizer, obrigada por dividir essa especial e iluminada conquista!

    Não fossem os tombos, as dores, ameaças, os delírios, sentir o corpo e a mente experimentando os seus limites, como ter o arrepio, como receber o carinhoso apoio da família Onoda, como dar um grito de eu consegui!!!

    Parabéns Manuela! você é mesmo motivo de orgulho e inspiração para muitas gerações!

    • Oi De!

      Muito obrigada pelo carinho de sempre. Tenha a certeza de que pessoas como você me dão muita energia para continuar em busca dos meus sonhos e dividindo minhas experiências. Pode ter certeza de que vc tb contribuiu para que eu cruzasse a linha de chegada. Beijos!

  5. Sensacional Manu.
    Acompanhei a prova pelo Irunfar e fiquei muito feliz qdo vi que vc tinha sido a 5a colocada. Nossa . Que emoção.
    Que texto gostoso de ler.
    Parabens e tudo de bom.

  6. Manu, muito legal. Fiz meus primeiros 100 há pouco tempo e tive muitos problemas parecidos com os seus, me senti na tua pele lendo o texto. Teu relato foi muito bom, mandou muito bem! Esta prova é muito dificil mesmo, fechou ela num tempo ótimo!

    Parabens

    • Muito obrigada, Felipe! As adversidades acontecem, para todos, e o importante é não deixar que elas nos tirem o foco. Tenho certeza de que cada corredor teve o seu “problema”, mas uma das filosofia das ultras é saber contorna-los! Parabéns pela prova, pois 100k não é para qualquer um!

      Bjs

  7. Olá Manu, Super parabéns!! Muito bom te ver no pódio! Merecidissimo!
    Nós nos conhecemos lá em Kawaguchiko logo após a premiação. O casal de brasileiros que havia tentado fazer a STY, mas desistimos pois meu marido passou mal do estomago entre o A8 e A9, se lembra?

    Espero retornar para fazer a STY e quem sabe um dia a UTMF. Um super desafio que me deixa mais motivada ainda ao ler o seu depoimento.

    Muito sucesso!!

    • Oi Simone!

      Que bom poder falar com você de novo! Quero parabenizar vocês mais uma vez, pois mesmo sem ter completado, vocês encararam a seção mais difícil da prova! A montanha está lá e tenho certeza de que vocês voltarão para fazer uma super prova.

      Bons treinos e boas provas. Adorei conhecer vocês também! Sucesso!
      Beijos

  8. Venho a algum tempo acompanhando suas proezas. Parabéns por mais esse feito. Me faltou a experiência e bagagem em provas desse naipe que vc tem. O fuso horário me pegou desprevenida , fazendo os últimos 11k em intermináveis e castigantes 4hs. Foi uma pena não poder te conhecer. Na próxima temos que nos encontrar. Super おめでとう (Omedetou) para uma atleta tão すごい ( sugoi).

    • Muito obrigada pela mensagem, Naoko! É uma prova muito dura mesmo e tenho certeza de que todos os atletas sofreram. Parabéns por ter conseguido! Sempre aprendemos e tenho certeza de que da próxima vez será mais fácil para você. Espero te encontrar na próxima!

      Beijos

  9. Eu havia te ‘acompanhado’ durante a prova pelo feed do IRunFar, mas tinha esquecido de procurar pelo seu relato! Só hoje é que fui lembrar! rsrs
    Parabéns pela belíssima conquista e pelo emocionante relato! É muito bom poder ler relatos de ultramaratonistas de elite que não focam o texto apenas no desempenho/posições/splits, mas sim na emoção, na experiência e nas sensações vividas durante a prova! Demais!
    Parabéns!

    • Muito obrigada, Gabriel, pela mensagem. Obrigada por ter acompanhado e por ter torcido. Isso com certeza me ajuda muito! Fico feliz de saber que vocês curtem os relatos. Isso me motiva a seguir fazendo o dever de casa, de escrever e compartilhar minhas experiências aqui no site :)
      Bjs

  10. Manu passei a ser sua fã, vai entrar no meu grupo de corredoras inspiradoras, vou seguir seus passos, um dia chego nesse nível, pq tb amo correr e competir…hehe!!
    O lance da mulher que era homem ri muitoooo….kkk…show…virou uma fênix na msma hora…realmente fica de lição, dar o melhor enqto é tempo, pra não passar sufoco no final!!

    Selva guerreira!! bjaum

  11. Garota, que feito maravilhoso, vi um documentário sobre essa prova, postado na internet, que prova!!
    Tb faço provas em trilha, mas essa eu fiquei com inveja de vcs todos que completaram e em especial vc, Brasil e 5. lugar parabens

  12. Lindo Manu! Estava na dúvida quanto a minha “prova do ano” e lendo o seu relato acabo de ter certeza do que eu quero! Obrigado por registrar aqui suas experiências que, além de inspiradoras, são super esclarecedoras. Muitos beijos!! :)

  13. Lendo e relendo cada detalhe, esclarecendo mil dúvidas e agradecendo sem parar pelo tempo que vc nos dedica qdo escreve estes relatos inspiradores e “salvadores” rs :)

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